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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Tempo, História e Memória

A Persistência da Memória. Pintura do espanhol Salvador Dali, de 1931.

A Preocupação humana com o tempo e com a memória.

Desde os tempos mais antigos, nossos ancestrais percebiam a passagem do tempo pela observação da natureza. Percebiam a sucessão do dia pela noite; observavam que os animais e as plantas, nasciam, cresciam se reproduziam e por fim, morriam. Notavam também que havia épocas de chuva e de seca, entre outras coisas. Como você já deve ter percebido, o tempo é uma ferramenta fundamental para o estudo da História. Sabemos que desde o surgimento dos primeiros seres humanos, inúmeros fatos aconteceram em diferentes locais do mundo, como por exemplo: a descoberta do fogo e da roda, o desenvolvimento da escrita e da agricultura, revoluções e guerras, a invenção da máquina a vapor etc. Portanto, organizar e esses acontecimentos no tempo e interpretá-los é um dos principais desafios do historiador. Para compreender os acontecimentos, é necessário levar em conta o chamado tempo cronológico, que é marcado pelos calendários, onde são datados o começo e o fim de um acontecimento: se durou muito, se durou pouco, se ocorreu antes, durante ou depois de um outro fato marcante etc. Durante a evolução dos seres humanos, houve uma constante preocupação com a preservação dos saberes, com a importância dos registros de memória no decorrer do tempo e houve também uma grande necessidade de criar instrumentos para facilitar a medição do tempo. Os relógios de sol foram criados há mais de 4.000 anos pelos egípcios; depois vieram as clepsidras, instrumentos composto de dois cones usado para medir o tempo com base na velocidade de escoamento da água do cone superior para o cone inferior e as ampulhetas, composta por dois compartimentos de vidro usado para medir o tempo mediante a duração que leva a passagem de areia finíssima de um compartimento ao outro. O relógio mecânico só foi criado no século XIII, na Europa e trouxe uma grande mudança na vida humana, principalmente fazendo com que o homem deixasse de lado sua relação com a natureza e seus ciclos.

Fases da Lua. Pela observação das fases da lua, nossos ancestrais acabaram por marcar os 7 dias da semana.

Texto produzido em 2010, baseado em informações contidas no livro: Projeto Araribá – História. Ed. Moderna. SP. 2006.

Por HCA®™

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ilusão de Ótica


Ilusão de Ótica (óptica) são aquelas imagens que "enganam" ou seja, iludem nossos olhos, fazendo-nos ver algo que não está presente ou fazendo-nos ver algo de forma errônea. Esse erro na visualização de um objeto ou imagem pode ocorrer por causa de vários fatores: biológicos, pscicológicos, sociais, mentais e até espirituais. Isso causa a falsa impressão de algo que observamos brevemente, algo diferente do que realmente está sendo mostrado. Existem quatro tipos de ilusão de ótica:

Ambíguas: Contém mais de uma cena na mesma imagem - embora a imagem em sua retina permaneça constante, você nunca vê uma mistura estranha das duas percepções sempre é uma ou a outra;

Escondidas: São imagens que a primeira vista não apresentam nenhum significado, mas depois de observar você irá se surpreender;

Impossíveis: Sensacionais; imagens que inexplicavelmente parecem normais, mais se repararmos bem, são impossíveis;

Pós-efeito: Imagens que depois de visualizadas com atenção revelam novas cenas.



Nem tudo é o que parece ser ! E então, o que você vê ?

Fonte: Ilusões

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Em tempos de crise...

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado". Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la" - Albert Einstein

Depois de ler e refletir sobre esse pensamento fantástico uma pergunta me veio em mente: Por quantas crises nós, seres humanos, ainda teremos que passar e quantas delas iremos superar ?

Albert Einstein foi um homem que viveu na primeira metade do século XX e como sabemos os homens de seu tempo, final do século XIX e início do século XX, sonhavam e acreditavam com um mundo diferente, novas descobertas, novas conquistas das ciências que trariam uma nova luz ao intelecto, desenvolvimento cultural e riqueza. Além disso, sabemos também que o século XX nos trouxe tragédias, desigualdade, intolerância, guerras, destruíção e mortes. Acredito que Einstein, viveu em uma época de crise, uma crise silênciosa, algo que ele via em seu tempo, algo que ele podia sentir e projetar no futuro. Por isso, acredito que este texto é atual e se encaixa com o momento presente, hoje todos sofremos de alguma crise: sentimental, cultural, social, espiritual enfim, uma crise que nos impede de enxergarmos e respeitarmos a nós mesmos e aos outros. Falta respeito, união, bondade, percepção e vontade, mas sobra incompetência, egoísmo, medo e intolerância que muitas vezes nos faz regredir, caminhar para trás apesar de todo desenvolvimento e oportunidades do século XXI.