
Conta-se que Tor (a colina) era um local originalmente druídico e que por esta razão, algumas sacerdotisas viveram nele e cuidavam de um jardim encantado e de um manancial de águas que teriam propriedades medicinais. Alguns o chamam de “Manancial Vermelho”, pois possuí água de coloração avermelhada, rica em ferro, diferente das águas do White Spring, que também fica em Glastonbury. A fonte é marcada por um símbolo chamado de Vesica Piscis, um símbolo hermético e considerado fundamental na geometria sagrada, pois ele representa a dualidade e o simbolismo da divindade e de paz universal. Houve tempos de seca extrema e a única fonte de água vinha desse local. Mais de 100.000 litros de água fluem desse local mágico independentemente do clima exterior. Até hoje não se sabe ao certo qual a profundidade desse manancial. Debaixo da tampa há duas câmaras orientadas pelo Norte e pelo Sul, semelhante as unidades de medida do Antigo Egito. Na fonte chamada “Cabeça de Leão” onde encontra-se um dos três espinhos, florescido milagrosamente do bastão de José de Arimatéia, quando este o introduziu ao chegar em Glastonbury. A fonte deságua no Jardim do Rei Arthur, onde existia uma piscina usada pelos peregrinos. Acredita-se que as águas desse manancial têm poderes medicinais não só pelos minerais em suspensão, mas principalmente pelos poderes que emanam de toda Glastonbury. Chalice Well é situado na intersecção de duas linhas imaginárias, que unem, de um lado Tor e a Abadia, e por outro lado à colina de Wearval Hill, onde segundo as lendas, teria chegado José de Arimatéia, e onde estão as árvores Gog e Magog, que marca o local da antiga entrada dos peregrinos. Esse local é repleto de mistério, cheio de poder e força vibratória relacionada à energia telúrica.

Tour Virtual: Chalice Well
Texto por mim escrito baseado no livro: Avalon e o Graal - E Outros Mistérios Arturianos.
Por HCA®™