
Desconheço suas queixas e, portanto meus erros.
Apenas, penso, sinto, questiono,
E escrevo...
Difícil medida.
Penso em dizer-te inúmeras palavras,
Apenas escrevo-te, e já não basta.
Minhas incertezas e meus medos já não cabem em minhas letras,
Falta algo.
Impreciso!
Desvio, caminho a escolher...
Penso no silêncio, e em uma conversa.
O esclarecer, o pesar,
O valer, e vale muito!
O dar e receber.
Interrogo-me na solidão, em silêncio, no meu quarto,
Falta algo.
Minhas letras se perdem em mim, estão sem sentido e não dou a elas a liberdade,
A magia que se traduz e interpreta.
Minhas verdades, o meu EU...
Aquele encanto!
Comunicação perdida aos poucos.
Interpreto-te sem dom algum,
Escrevo-te e minhas letras já não valem.
Falta algo.
Resolução em questão...
Pergunte-me!
Diga, pois não temo qualquer verdade.
Temo o desencontrar dos sons e das letras,
O descompasso
No amanhã e no seguir dos dias.

