sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

1929: The Great Crash - 1929: A Grande Quebra

No ano de 1929 estourou a maior crise econômica do sistema capitalista, logo as consequências dramáticas se fizeram sentir dentro de fora dos EUA: incalculáveis perdas econômicas, mais de três mil bancos falidos e um grande número de famílias na mais completa ruína. O documentário aproxima-se desta época turbulenta através dos testemunhos de pessoas que viveram este período histórico. Além disso, este documentário conta com arquivo inédito da época e com a opinião de especialistas que irão comparar aquela época com a atual para compreender a situação que o mundo enfrenta neste momento e se corremos o mesmo risco da crise de 1929, devido a quebra da bolsa de NY.


Titulo Original: 1929: The Great Crash
Traduzido: 1929: A Grande Quebra/A Grande Crise
Direção: Joanna Bartholomew
Elenco: Ray Lonnen (narrador)
Gênero: Documentário
Lançamento: 2009
Duração: -
Origem: EUA
Tamanho do Arquivo: 671 MB
Qualidade do Arquivo: DVDRip
Download Legendado: Baixe!

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Por HCA®™

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Glauber Rocha: Maranhão 66





Está bombando no YouTube e provocando acessos de gargalhadas e deboches um filme de sete minutos em preto e branco com o prosaico título de “Maranhão 66”. Aparentemente é um documentário sobre a posse de José Sarney no governo do Estado, feito por encomenda do eleito. Mas é assinado por Glauber Rocha. Com 35 anos, cabelos e bigode pretos, Sarney discursa para o povo na praça, num estilo de oratória que evoca Odorico Paraguaçu, mas sem humor, a sério, que o faz ainda mais caricato e engraçado. Sobre seu palavrório demagógico, Glauber insere imagens da realidade miserável do Maranhão, cadeias cheias de presos, doentes morrendo em hospitais imundos, mendigos maltrapilhos pelas ruas, crianças esquálidas e famintas, enquanto Sarney fala do potencial do babaçu. Só alguém muito ingênuo, ou malintencionado, poderia imaginar que Glauber Rocha fizesse um filme chapa-branca. Em 1964, com 25 anos, ele tinha se consagrado internacionalmente com “Deus e o diabo na terra do sol” e vivia um momento de grande prestígio, alta criatividade e absoluto domínio da técnica e da narrativa cinematográfica. E odiava a ditadura que Sarney apoiava. Em “Maranhão 66”, a narrativa se estrutura na dialética entre as imagens da realidade dramática e a demagogia caricata do jovem político provinciano que está tirando do poder um velho coronel — para se tornar ele mesmo o novo coronel. O filme dentro do filme é imaginar o susto de Sarney quando o viu. Em vez de filmar uma celebração vitoriosa, Glauber usou e abusou da vaidade e do patrocínio de Sarney para fazer um devastador documentário sobre um arquetípico político brasileiro. E uma pesquisa para “Terra em transe”, que filmou em seguida e hoje é considerado a sua obra-prima. Sarney foi a base para o líder populista interpretado por José Lewgoy, famoso como vilão de chanchadas. Glauber dizia que o artista também tem que ser um profeta; mas a sua obrigação é de profetizar, não de que as suas profecias se realizem. O discurso de Sarney e as imagens de “Maranhão 66” são os mesmos do Maranhão 2011, num filme trágico, cômico e, 46 anos depois, profético.

Por Nelson Motta, colunista O Globo. 

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Guerras Mundiais: A Primeira Guerra

Desenho representativo das tensões européias antes da Primeira Guerra Mundial.

Primeiramente devemos compreender que o conflito chamado de a Grande Guerra, foi fruto de um encadeamento de crises ocorridas durante boa parte do século XIX. Ao final do século XIX quase todos os países viviam sob o julgo e o predomínio de nações européias, tudo devido à expansão imperialista, a intensa e crescente industrialização e o poder econômico. Devido aos avanços tecnológicos, científicos e a crescente valorização artística e cultural do mundo moderno (industrializado), a Europa viveu um período de (falsa) tranquilidade nomeado pelos poetas franceses de Belle Époque (Bela Época), época que trazia ao mesmo tempo contemplação pelas conquistas e estranhamento em relação ao novo. Infelizmente algumas disputas causaram um aumento da rivalidade entre nações industrializadas, além de confrontos e agitações nacionalistas de povos que reivindicavam territórios ou por estarem reunidos sob um mesmo Estado ou por terem sido separados. A França não aceitava a derrota na guerra Franco-Prussiana e a perda da Alsácia-Lorena em 1871, para a Alemanha, além dos confrontos pela posse do Marrocos o que gradativamente aumentou a rivalidade entre franceses e alemães. A Alemanha era uma importante potência industrial e nesse período já incomodava os britânicos devido aos avanços em sua produção de alta qualidade e seu desejo de novos mercados consumidores, principalmente no Oriente (Império Turco ou Otomano). Os britânicos sentiam-se ameaçados com o crescimento econômico da Alemanha e com os ideais expansionistas defendidos pelo imperador alemão. Mais ao Leste, o Império Otomano, via-se em decadência e enfrentava inúmeros movimentos nacionalistas na região dos Bálcãs, o que fez com que outras nações aproveitassem desses conflitos internos para tomar alguns territórios. A Áustria-Hungria (Império Austro-Húngaro) anexou o território da Bósnia. A Sérvia era um pequeno reino e desejava formar a "Grande Sérvia" ocupando assim territórios dos austríacos e dos turcos. Já a Rússia tinha grande interesse nos estreitos de Bósforo e Dardanelos, o que lhe daria uma saída e maior contato com áreas no Mediterrâneo. Durante esse período o Império Russo se alto proclamou protetor dos povos eslavos: tchecos, croatas, búlgaros, macedônicos e iuguslavos dando total apoio aos movimentos separatistas na região dos Bálcãs, contrariando assim o Império Austro-Húngaro, cujo império multinacional reunia diferentes povos: austríacos, alemães, húngaros, romenos, italianos e eslavos da Bósnia.

Para entender melhor as mudanças geopolíticas, confira os mapas: A Disputa dos Bálcãs.

Texto por mim escrito baseado em informações dos livros: História em Documento e Vontade de Saber História.

Por HCA®™